Vc é contra ou a favor de plantar sua própria Maconha.

  • Enviado por Ricardo Noblat -22.09.2010  04h38m

Rio - Plantação de maconha em cobertura

Marcelo Dutra, O Globo

Policiais da 17ª DP (São Cristóvão) prenderam na tarde de terça-feira, em flagrante, após denúncias, um professor universitário e seu filho.

Eles cultivavam 108 pés de maconha, boa parte deles com até 1,70m de altura, numa cobertura na Rua Guilherme Almeida, esquina com a Jorge Cabral, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio.

Mesmo alegando que a droga era para consumo próprio, os dois foram autuados por tráfico de entorpecentes.

De acordo com a delegada da 17ª DP, Valéria de Castro, que comandou as investigações, muitas plantas estavam ao ar livre e uma outra parte estava acondicionada numa estufa especialmente preparada.

- Encontramos muitos vasos, fertilizantes, lâmpadas e revistas especializadas. Era uma droga de boa qualidade e devia ter um preço diferenciado no mercado - explicou a delegada.

Os agentes encontraram uma estrutura tecnológica que os impressionou. Havia 42 pés de maconha na estufa e 66 do lado de fora da cobertura.

Os produtores levavam em conta a temperatura e a umidade do ambiente, usando refletores e até aparelhos de ar-condicionado para melhorar as condições climáticas no cultivo.

Segundo a polícia, o pai, Francisco Aurélio de Souza Grossi, de 67 anos, é engenheiro eletrônico formado pelo Instituto de Tecnologia da Aeronáutica (ITA) e professor universitário. O filho, Gustavo Grossi, de 31 anos, é jornalista.

Ambos explicaram que trabalhavam com dois tipos de cultivo: o indoor e o outdoor.

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Tags: maconha, plantar

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Comentário de Nei Alexandre Rech em 23 junho 2011 às 9:56
São esclarecedores os comentarios de José Sperb e de Daniel Medeiros. Entendo que seja este o caminho para podermos fazer uma análise coerente e lúcida. Observem que, invariavelmente, sempre houve interesses econômicos pelos bastidores...
Ainda, agradecendo pela colaboracao do colega Reginaldo, se me permitem, pergunto: A ingestão do cannabis como alimento nos deixa expostos aos efeitos bioquímicos do THC?
Comentário de Bárbara Tovar em 23 junho 2011 às 9:17
Liberdade de expressão, liberdade de consumo, liberdade de plantio... cada um sabe o que faz... eu sou a favor da liberdade. . .
Comentário de Daniel Medeiros Mujalli em 23 junho 2011 às 1:34

Caros irmãos, temos que saber um pouco mais da história, que não é contada por aí!!

Os verdadeiros motivos para a proibição da cannabis são principalmente 2:

Primeiro- Por motivos econômicos, os Estados Unidos se sentindo ameaçados pela produção de fibras de cânhamo do oriente, proibiram a produção de cannabis pois tiraria a hegemonia têxtil na produção de algodão...

Segundo- Por motivos de repressão cultural, onde os mesmos reprimiram as classes menos favorecidas (negros e mexicanos) que usavam normalmente a erva, considerada dos ``pobres``!

Portanto tem muitos motivos ``ocultos`` para a proibição!

Agora tomemos cuidado com julgamentos de valores como sermos fraternos, inteligentes...

Como citado na Bíblia: " Deus fez as ervas para os homens..."

O problema é o que os homens fazem com elas, assim como transformaram a coca, planta sagrada para o povo andino, que virou cocaína ou tabaco que era planta de poder dos índios americanos e hoje é um dos maiores vilões da saúde.

Ser contra a descriminalização é concordar que usuários da erva sejam presos juntos com assassinos, estupradores, etc. E assim se tornarem criminosos perigosos!!

Boa reflexão a todos!

Comentário de José Sperb De Oliveira em 22 junho 2011 às 1:57

Efeitos e Maleficios Causados Pela Maconha

A maconha é o nome dado aqui no Brasil a uma planta chamada cientificamente de Cannabis Sativa. Em outros países ela recebe diferentes nomes como os mencionados no título deste folheto. Ela já era conhecida há pelo menos 5.000 anos, sendo utilizada quer para fins medicinais quer para "produzir risos". Talvez a primeira menção da maconha na nossa língua tenha sido um escrito de 1.548 onde está dito no português daquela época: "e já ouvi a muitas mulheres que, quando iam ver algum homem, para estar choquareiras e graciosas a tomavam". Até o início do presente século, a maconha era considerada em vários países, inclusive no Brasil, como um medicamento útil para vários males. Mas também era já utilizada para fins não médicos por pessoas desejosas de sentir "coisas diferentes", ou mesmo utilizavam-na abusivamente. Conseqüência deste abuso, e de um certo exagero sobre os seus efeitos maléficos, a planta foi proibida em praticamente todo mundo ocidental, nos últimos 50-60 anos. Mas atualmente, graças às pesquisas recentes, a maconha (ou substâncias dela extraídas) é reconhecida como medicamento em pelo menos duas condições clínicas: reduz ou abole as náuseas e vômitos produzidos por medicamentos anticâncer e tem efeito benéfico em alguns casos de epilepsia (doença que se caracteriza por convulsões ou "ataques"). Entretanto, é bom lembrar que a maconha (ou as substâncias extraídas da planta) tem também efeitos indesejáveis que podem prejudicar uma pessoa.O THC (tetrahidrocanabinol) é uma substância química fabricada pela própria maconha, sendo o principal responsável pelos efeitos da planta. Assim, dependendo da quantidade de THC presente (o que pode variar de acordo com o solo, clima, estação do ano, época de colheita, tempo decorrido entre a colheita e o uso) a maconha pode ter potência diferente, isto é, produzir mais ou menos efeitos. Esta variação nos efeitos depende também da própria pessoa que fuma a planta: todos nós sabemos que há grande variação entre as pessoas; de fato, ninguém é igual a ninguém! Assim, a dose de maconha que é insuficiente para um pode produzir efeito nítido em outro e até uma forte intoxicação num terceiro.

Efeitos da Maconha:

Para bom entendimento é melhor dividir os efeitos que a maconha produz sobre o homem em físicos (ação sobre o próprio corpo ou partes dele) e psíquicos (ação sobre a mente). Esses efeitos físicos e psíquicos sofrerão mudanças de acordo com o tempo de uso que se considera, ou seja, os efeitos são agudos (isto é, quando decorre apenas por algumas horas após fumar) e crônicos (conseqüências que aparecem após o uso continuado por semanas, ou meses ou mesmo anos).

Físicos Crônicos

Os efeitos físicos crônicos da maconha já são de maior monta. De fato, com o continuar do uso, vários órgãos do nosso corpo são afetados. Os pulmões são um exemplo disso. Não é difícil imaginar como irão ficar estes órgãos quando passam a receber cronicamente uma fumaça que é muito irritante, dado ser proveniente de um vegetal que nem chega a ser tratado como é o tabaco comum. Esta irritação constante leva a problemas respiratórios (bronquites), aliás como ocorre também com o cigarro comum. Mas o pior é que a fumaça de maconha contêm alto teor de alcatrão (maior mesmo que na do cigarro comum) e nele existe uma substância chamada benzopireno, conhecido agente cancerígeno; ainda não está provado cientificamente que a pessoa que fuma maconha cronicamente está sujeita a contrair câncer dos pulmões com maior facilidade, mas os indícios em animais de laboratório de que assim pode ser são cada vez mais fortes. Outro efeito físico adverso (indesejável) do uso crônico da maconha refere-se à testosterona. Esta é o hormônio masculino; como tal confere ao homem maior quantidade de músculos, a voz mais grossa, a barba, também é responsável pela fabricação de espermatozóides pelos testículos. Já existem muitas provas que a maconha diminui em até 50-60 % a quantidade de testosterona. Conseqüentemente o homem apresenta um número bem reduzido de espermatozóides no líquido espermático (medicamente esta diminuição chama-se oligospermia) o que leva a uma infertilidade. Ou seja, o homem terá mais dificuldade de gerar filhos. Este é um efeito que desaparece quando a pessoa deixa de fumar a planta. É também importante dizer que o homem não fica impotente ou perde o desejo sexual; ele fica somente com uma esterilidade, isto é, fica incapacitado de engravidar sua companheira. Há ainda a considerar os efeitos psíquicos crônicos produzidos pela maconha. Sabe-se que o uso continuado da maconha interfere com a capacidade de aprendizagem e memorização e pode induzir um estado de amotivação, isto é, não sentir vontade de fazer mais nada, pois tudo fica sem graça e importância. Este efeito crônico da maconha é chamado de síndrome amotivacional. Além disso a maconha pode levar algumas pessoas a um estado de dependência, isto é, elas passam a organizar sua vida de maneira a facilitar o uso de maconha, sendo que tudo o mais perde o seu real valor. Finalmente, há provas científicas de que se a pessoa tem uma doença psíquica qualquer, mas que ainda não está evidente (a pessoa consegue "se controlar") ou a doença já apareceu, mas está controlada com medicamentos adequados, a maconha piora o quadro. Ou faz surgir à doença, isto é, a pessoa não consegue mais "se controlar" ou neutraliza o efeito do medicamento e a pessoa passa a apresentar de novo os sintomas da doença. Este fato tem sido descrito com freqüência na doença mental chamada esquizofrenia. Em um levantamento feito entre os estudantes do 1º e 2º graus das 10 maiores cidades do país, em 1997, 7,6% declararam que já haviam experimentado a maconha e 1,7% declararam fazer uso de pelo menos 6 vezes por mês.

Físicos Agudos

Os efeitos físicos agudos são muito poucos: os olhos ficam meio avermelhados (o que em linguagem médica chama-se hipermia das conjuntivas), a boca fica seca (e lá vai outra palavrinha médica antipática: xerostomia - é o nome difícil que o médico dá para boca seca) e o coração dispara, de 60-80 batimentos por minuto pode chegar a 120-140 ou até mesmo mais (é o que o médico chama de taquicardia).

Psíquicos Agudos

Os efeitos psíquicos agudos dependerão da qualidade da maconha fumada e da sensibilidade de quem fuma. Para uma parte das pessoas os efeitos são uma sensação de bem-estar acompanhada de calma e relaxamento, sentir-se menos fatigado, vontade de rir (hilaridade). Para outras pessoas os efeitos são mais para o lado desagradável: sentem angústia, ficam aturdidas, temerosas de perder o controle da cabeça, trêmulas, suando. É o que comumente chamam de "má viagem" ou "bode". Há ainda evidente perturbação na capacidade da pessoa em calcular tempo e espaço e um prejuízo na memória e atenção. Assim sob a ação da maconha a pessoa erra grosseiramente na discriminação do tempo tendo a sensação que se passaram horas quando na realidade foram alguns minutos; um túnel com 10 metros de comprimento pode parecer ter 50 ou 100 metros. Quanto aos efeitos na memória eles se manifestam principalmente na chamada memória a curto prazo, ou seja, aquela que nos é importante por alguns instantes. Dois exemplos verídicos auxiliam a entender este efeito: uma telefonista de PABX em um hotel (que ouvia um dado número pelo fone e no instante seguinte fazia a ligação) quando sob ação da maconha não era mais capaz de lembrar-se do número que acabara de ouvir. O outro caso, um bancário que lia numa lista o número de um documento que tinha que retirar de um arquivo; quando sob ação da maconha já havia esquecido do número quando chegava em frente ao arquivo. Pessoas sob esses efeitos não conseguem, ou melhor, não deveriam executar tarefas que dependem da atenção, bom senso e discernimento, pois correm o risco de prejudicar outros e/ou a si próprio. Como exemplo disso: dirigir carro, operar máquinas potencialmente perigosas. Aumentando-se a dose e/ou dependendo da sensibilidade, os efeitos psíquicos agudos podem chegar até a alterações mais evidentes, com predominância de delírios e alucinações. Delírio é uma manifestação mental pela qual a pessoa faz um juízo errado do que vê ou ouve; por exemplo, sob ação da maconha uma pessoa ouve a sirene de uma ambulância e julga que é a polícia que vem prendê-la; ou vê duas pessoas conversando e pensa que ambas estão falando mal ou mesmo tramando um atentado contra ela. Em ambos os casos, esta mania de perseguição (delírios persecutórios) pode levar ao pânico e, conseqüentemente, a atitudes perigosas ("fugir pela janela", agredir as pessoas conversando em "defesa" antecipada contra a agressão que julga estar sendo tramada). Já a alucinação é uma percepção sem objeto, isto é, a pessoa pode ouvir a sirene da polícia ou vê duas pessoas conversando quando não existe quer a sirene quer as pessoas. As alucinações podem também ter fundo agradável ou terrificante.

Comentário de Eva da Silva Ern em 22 junho 2011 às 0:46

Tema bastante polêmico!

Não sou a favor de nada proibitivo. Temos que aprender a fazer escolhas e respeitar as escolhas dos outros. É necessário divulgação dos efeitos negativos e positivos.

Comentário de José Sperb De Oliveira em 22 junho 2011 às 0:39

É Nei, parece que está havendo uma inversão de valores como aconteceu na história abaixo:

Um professor de química queria ensinar aos seus alunos do 2º Grau os
males causados pelas bebidas alcoólicas e elaborou uma experiência que
envolvia um copo com água, outro com cerveja e dois vermes.

- 'Agora alunos, atenção'! Observem os 'vermes', disse o professor,
colocando um deles dentro da água.

A criatura nadou agilmente no copo, como se estivesse feliz brincando.

Depois, o mestre colocou o outro verme no segundo copo, contendo cerveja.

O bicho se contorceu todo, desesperadamente, como se estivesse louco
para sair do líquido e depois afundou como uma pedra, absolutamente morto.

Satisfeito com os resultados, o professor perguntou aos alunos:

- 'E então, que lição podemos aprender desta experiência?'.

- Joãozinho levantou a mão, pedindo para falar, e sabiamente respondeu:

- 'Quem bebe cerveja... não tem vermes!'

Foi aplaudido de pé!!!

Comentário de Reginaldo Santos Silva em 21 junho 2011 às 15:58
Comentário de Nei Alexandre Rech em 21 junho 2011 às 15:51

Estimados interlocutores, ajudem-me com um esclarecimento. Há uma unanimidade no que se refere ao mal causado pelo tabagismo. Nesse caso, exclui-se a maconha? Conforme o comentario da Fabiana, talvez se possa comer...A referida planta serve como salada? Alguem ja' experimentou?

Reitero que a fibra pode ter aplicacao industrial e acredito que seja o emprego mais correto. Aceito correções!

Comentário de José Sperb De Oliveira em 21 junho 2011 às 14:51

No Livro VII das Confissões e no diálogo O Livre Arbítrio , Agostinho argumenta especificamente sobre o problema do mal. Tem ele o mal como algo presente, e nos primeiros livros das Confissões , identifica-o em sua infância e na sua juventude libertina, ocorridas antes do episódio de agosto de 386 que o levou à conversão, e antes de sua convivência com Santo Ambrósio, que o batizou e a quem chama de agente de Deus.

O Plantio é opcional... A colheita é obrigatória...
Por isso o cuidado com o que se planta!

 

Comentário de julio toledo lleufo em 20 junho 2011 às 19:01

Completamente a favor del auto-cultivo y el consumo conciente de utilizar Santa María, planta de poder.

es impresindible que nos auto-eduquemos, trabajando en conjunto con las escuelas, el estado, el gobierno de turno, sedes sociales, en la familia, universidades, el ministerio de salud, comunidades rasta, el ministerio del THC, iglesias que utilizan estas medicinas con el fin de sanar, comprender, aliviar y tantas muchas otras posibilidades que nos entrega. Estoy deacuerdo también en con esas personas que no o necesitan, pero si no saben de que se trata mejor informese y pruébelo con un fin, sin juicios. ES UN TEMA PARA DISCUTIR EN SOCIEDAD Y COMPARTIR LAS IDEAS

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